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Editorial

Um desafio para todos

Assumimos a AEA/SJC num momento histórico para a engenharia de nosso país. O TAV (Trem de Alta Velocidade) e o Pré-Sal são oportunidades únicas para um grande salto de absorção de conhecimentos que ainda não detemos. Ao mesmo tempo é um momento perigoso para nós profissionais do sistema CREA/Confea porque abre uma brecha para a contratação de profissionais estrangeiros, a despeito da legislação que regulamenta o exercício profissional, através de medidas provisórias que não contemplem estas exigências.

Assim, reforçamos nossa posição de apoio irrestrito ao documento intitulado “Manifesto de Cuiabá”, elaborado na reunião da Diretoria e do Conselho Diretor da FEBRAE – Federação Brasileira de Associações de Engenheiros, que pede que o Sistema Profissional, pelas suas organizações constituídas pelo Sistema Confea/Crea/Mutua, entidades de classe, instituições de ensino e empresários da área tecnológica, sejam democraticamente consultados e participem efetivamente das decisões envolvendo o acesso ao mercado de trabalho dos profissionais estrangeiros da área tecnológica em nosso país. Cabe a nós, entidades de classe, zelar pela preservação do mercado de trabalho, promover nesse momento, juntamente com as organizações acadêmicas, o aprimoramento e a certificação profissional e principalmente lutar para que a transferência de tecnologia faça, efetivamente, parte dos contratos, preferencialmente à centros de referência tecnológica.

Foi em um momento importante para a nossa cidade, com a aprovação da nova lei de zoneamento, que assumimos a associação. Um momento perigoso para a classe; já que podem-se esgotar as possibilidades de trabalho para os profissionais, fundamentada por estes, nas restrições impostas pela nova legislação. Processos parados nos departamentos, atendimento deficiente, muitas vezes por estagiários ainda em processo de aprendizagem e em horários limitados a um curto período do expediente de trabalho por parte da Prefeitura, impedem profissionais de concluírem seus trabalhos, e deixam como clientes descontentes.

Todos amargando prejuízos que já provocam a paralisação de alguns setores. E o pior: a possibilidade de antes mesmo de se concluir a discussão do novo código, a votação de uma nova lei de anistia que, segundo os representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal, a partir da nova lei de zoneamento isto não mais aconteceria.

Engenheiros e Arquitetos! Temos muito trabalho a fazer e precisamos de todos, unidos e trabalhando.

Eng. Civil Carlos Vilhena Presidente - presidente@aeasjc.com.br


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